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Guarujá, São Paulo, Brazil
Estudante de Jornalismo, amante de textos humorísticos, jornalísticos, científicos etc... Autor de textos líricos e satíricos, vem pesquisando e estudando a Análise do Discurso, com fins científicos e humorísticos (talvez)... Tem como meta atual, formar-se em Jornalismo e escrever um livro de crônicas etc.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Acredite se quiser...

Bem pessoal, estou escrevendo este texto hoje (03/12/2008), pois normalmente posto textos que já escrevi há algum tempo e apenas passo do PC para a NET. Pois então, vou falar de algo interessante sobre a internet e a linguagem, não é um tratado científico, ainda, mas quem sabe a idéia não amadureça!





Linguagem e Internet





A linguagem é um sistema simbólico. O homem é o único animal capaz de criar símbolos, isto é, signos arbitrários em relação ao objeto que representam e, por isso mesmo, convencionais, ou seja, dependentes de aceitação social. A maioria das palavras não se constitui de uma relação lógica entre o signo e objeto, portanto as relações que as palavras adotam são convencionais, e designar um objeto por uma palavra qualquer é um ato arbitrário. A partir do momento em que não há nenhuma relação entre um signo e um objeto qualquer representado por este signo, necessitamos de uma convenção, aceita pela sociedade, de que dado signo representa dado objeto (FILOSOFANDO - Introdução à Filosofia - Maria Lúcia de Arruda Aranha & Maria Helena Pires Martins. Editora Moderna: São Paulo, 1987, pág. 11). É só a partir dessa aceitação que se pode constituir a comunicação, pois quando um indivíduo da comunidade lingüística utilizar uma palavra, seu interlocutor entenderá essa mesma palavra. Porém no utilizar da linguagem, em relação a idéias mais complexas e em ambientes diferentes do comum (no caso a especifidade é a Internet), nem sempre o interlocutor percebe o mesmo objeto e objetivo que pensamos ao codificarmos uma mensagem, isso se dá por diversos outros fatores que causam os ruídos na comunicação - pagras de um processo. Há um esquema básico em comunicação que reflete bem o processo comunicativo, vejamos:






Esse modelo é um, entre tantos outros, mas serve para ilustrar essa simples situação. Não me aterei em explicar cada elemento do processo (fonte, emissor, sinal, receptor etc.), pois isso nos parece simples e também é possível se consultar facilmente sobre o significado de cada um. Pensemos, basicamente, que a intenção desse texto é apenas ressaltar a questão do ruído na comunicação. Quando ocorre o ruído, a mensagem captada pelo alvo por meio do receptor torna-se diferente, muita das vezes, da mensagem codificada pela fonte e enviada pelo emissor (em primeira instância são a mesma mensagem) e aí temos os mal entendidos.
Vejamos um conceito para Internet:


A Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados pelo Protocolo de Internet que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. A Internet é a principal das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet)


Nos tempos atuais, a Internet tem sido usada por milhares de pessoas no mundo inteiro, para diversos fins, porém o que nos interessa aqui é o fim de comunicar. A Internet torna-se, para nós seres humanos modernos, um veículo importante e gigante no processo comunicativo, contudo tal fato não priva esse processo do ruído comunicacional.
Podemos comparar a incompreensão a uma praga, ou vírus, pois ser incompreendido é uma praga, e quem é acometido desse mal, com certeza se frustra de forma semelhante a de se estar doente...
O fato de se não conseguir fazer entender numa sala de bate papo (chat), ou mesmo no famoso MSN, não é só culpa sua e de seu possível ínfimo repertório lingüístico, mas também é culpa dessa praga de processo comunicacional que não consegue descartar os ruídos, porém, dada a dinâmica destes chat's e MSN's da vida, você pode se explicar todas as vezes que seu interlocutor não te ententer, diferente de apenas escrever um texto e trancá-lo num livro. Entretanto, o fato de você poder se explicar de forma mais rápida é bom, mas não garante eficiência plena na comunicação, pois você também conta com a "fé" do seu interlocutor no que você "diz", ou "rediz" numa tentantiva de explicar uma frase mal interpretada por ele, por exemplo.. Pois é, caro, ou barato leitor, a essa questão científica que é comunicar só temos uma resposta religiosa: -Temos que ter boa "fé" no dizer e torcer para nosso interlocutor entender...

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