Em tempos de eleições, e com base na atual situação política do nosso país, uma problemática significativa nos é manifesta clamando para ser desmistificada. Por isso entendemos que se faz necessário um artigo de pesquisa (ensaio) sobre um tema intrínseco ao ser humano e que ainda possui poucas obras científicas discutindo dialogicamente sua importância sócio-sanitária.
No Minidicionário Escolar de Língua Portuguesa MICHAELIS encontramos em seu léxico uma definição bem aceitável, do ponto de vista ontológico, para o vocábulo merda, vejamos:
“MERDA sf[1] ch[2] 1 Excremento. 2 Porcaria, sujeira. 3 Coisa sem valor. sm [3] ch Sujeito sem préstimo. *interj [4] ch Indica repulsão, desprezo.”
Partindo da primeira acepção, observamos que excremento são resíduos não absorvidos da digestão lançados periodicamente para o exterior (no Brasil podemos visualizar este fato de quatro em quatro ânus, se não houver nenhuma cassação). As demais acepções deste vocábulo giram em torno da primeira, modificando-se apenas o contexto (situação) que podem e/ou devem ser usadas e conseqüentemente o gênero pode ser alterado para efeitos estilísticos ou por pura ideologia.
Atenhamos-nos a essa porcaria lançada ao exterior. Normalmente, só se lança algo fora, quando este não presta e/ou nos faz mal, porém há coisas mais fedidas e inúteis que a merda literal, com as quais ainda não conseguimos jogar fora, por motivos exteriores ao entérico, como por exemplo, as pizzas de Brasília... Há várias coisas sem valor que devem sair, estas possuem diversas formas, cores, texturas, odores etc. Umas conseguem ser expelidas rapidamente pelo organismo, mas outras se acomodam e tornam-se gordura (que acabam comprometendo a saúde e estética social do corpo). O problema começa aí, pois individualmente não se pode expelir a sujeira, mas somente na ação conjunta e forçosa de vários músculos para que tudo se torne “reto”.
Podemos comparar essa demora que alguns tipos de merdas levam para sair da acomodação com alguns sujeitos sem préstimo que querem mais tempo de empréstimo e o próprio empréstimo para desfrutarem do dinheiro e depois calotear a financeira popular, pois de antemão já sabem que não são capazes de pagar pelo bônus que lhes foi confiado, mas mesmo assim se comprometem, agindo de má fé, assinando o contrato, enganando a muitos. Será que quarenta e oito meses é pouco tempo para cumprir uma mísera promessa? Talvez você sinta repulsão e/ou desprezo por este tema, porém se ninguém pensasse nele provavelmente ainda estaríamos defecando no mato e nos limpando com folhas de bananeiras.
Esperamos que esse breve Ensaio de Merda lhe compila a uma reflexão “profunda”, mas bem “profunda” mesmo, sobre a merda que fazemos e onde poderemos até viver, se não nos cuidarmos.
PS.: Este texto foi feito há algum tempo:
Por: TIAGO LEAL
5 de outubro de 2008 às 6h 30min
Legenda:
[1] Substantivo Feminino.
[2] Chulo.
[3] Substantivo Masculino.
[4] Interjeição
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